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Resistência à insulina e obesidade

Considerada com um dos maiores problemas que as pessoas no mundo todo vêm enfrentando atualmente, a obesidade já é vista como uma epidemia pelo grande número de obesos existentes em todos os países dos continentes existentes. Em virtude desse fato alarmante, várias pesquisas científicas vêm sendo feitas ao longo dos anos, sempre procurando relacionar as principais causas que podem fazer um indivíduo ficar obeso.

Os cientistas verificaram que as pessoas que sofriam com o problema da obesidade normalmente apresentavam algumas enfermidades do metabolismo, conhecidas como síndrome  X ou síndrome metabólica, como por exemplo, aterosclerose, aumento da pressão arterial e diabetes. Avançando um pouco mais nesses estudos científicos, os especialistas verificaram que essas doenças metabólicas estariam relacionadas em maior ou menor grau com a resistência à insulina, que em termos gerais quer dizer o nível de insulina (hormônio produzido pelo pâncreas) que circula na corrente sanguínea, seria insuficiente para manter sua atividade  normal e plena, e teria relação direta com o aumento excessivo do peso corporal nos seres humanos.

Estudos científicos sobre obesidade

Por se tratar de uma epidemia mundial, vários estudos científicos vêm sendo desenvolvidos ao longo dos anos, e principalmente nas ultimas décadas, quando o número de obesos parece ter aumentado em países do mundo inteiro em virtude de vários fatores orgânicos e também, socioeconômicos, pois em alguns locais uma alimentação balanceada e nutritiva parece ser restrita às pessoas de maior poder aquisitivo, enquanto a maioria da população se alimenta com comidas gordurosas, altamente calóricas e nada saudáveis, porém mais baratas o que estaria levando uma maior quantidade de pessoas a consumi-las, aumentando  em decorrência disso, o peso corporal, podendo chegar à obesidade. De acordo com várias pesquisas cientificas foi constatado uma íntima relação entre a resistência à insulina com o surgimento da obesidade.

Esse acúmulo de tecido adiposo no corpo dos seres humanos estaria relacionado à anormalidades  no processo metabólico dos ácidos graxos livres e alterações no perfil lipídico e glicídico do individuo. Segundo estudos esse problemas parecem ser mais frequentes nos pacientes com excesso de gordura na região do abdômen. Foi verificado que as pessoas do sexo feminino que tem um maior acúmulo de tecido adiposo abdominal estariam mais propensas a serem diabéticas do que aquelas que não apresentavam esse problema.

Pesquisas mais recente demonstraram que pode haver riscos do indivíduo vir a desenvolver alterações metabólicas, como a resistência glicose, que é uma complicação que poderia estar associada ou não com o aumento de pressão arterial e ao aumento da gordura abdominal. Outros estudos científicos demonstraram haver uma relação significativa entre o balanço lipídico e a concentração de insulina no organismo humano quando há o consumo pelos indivíduos de uma nutrição com pouca quantidade de carboidrato e com alimentos ricos em lipídios em pessoas que apresentavam peso normal.

Resistência à ação da insulina

Os especialistas destacam a importância da insulina no problema da obesidade e das alterações metabólicas que ocorrem nos seres humanos. A resistência à insulina pode ser definida como uma redução na propriedade que  esse hormônio apresenta de estimular o uso da glicose no corpo humano, em outras palavras, nesse processo haveria um déficit na recepção da insulina ou  um problema de algum mecanismo  posterior à recepção que é  o de sua utilização no organismo. Outra ocorrência que foi descrita pelos especialistas foi uma etapa entre o diabetes e a homeostase normal da glicose conhecido como estágio intermediário.

Esse problema foi descrito pelos especialistas como intolerância à glicose diminuída ou intolerância à glicose, sendo que alguns fatores foram observados como sendo causadores dessa situação: citotoxidade, quadros infecciosos, sedentarismo, lesões celulares, estresse, problemas hormonais, obesidade, quadro de desnutrição, entre outros. Vale ressaltar que o diabetes do tipo dois é a complicação mais comum, atingindo quase noventa por cento dos casos dessa enfermidade nos indivíduos.

 Considerações finais

A conclusão que os cientistas chegaram sobre a obesidade é que há uma relação significativa entre esse problema e a intolerância à insulina que alguns indivíduos apresentam. No entanto, estudos mais recentes apontam que os fatores relacionados com o excesso de peso corporal nos seres humanos estariam relacionados, principalmente aos aspectos do meio ambiente, como por exemplo, o consumo  de alimentos muito calóricos em grande porções associado ao hábito do sedentarismo.

Dessa forma há que se considerar a obesidade como uma situação complexa decorrente não somente de alterações metabólicas, como também uma complicação resultante de um comportamento alimentar inadequado, ou então a soma de todos esses fatores.

Por Salete Dias