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O uso da creatina: mitos e verdades

creatina é uma substância sintetizada no pâncreas e no fígado por intermédio dos aminoácidos arginina, glicina e metionina. Mas também pode ser encontrada no peixe e na carne vermelha, em pouca quantidade. Nosso organismo produz, normalmente, 2 gramas de creatina por dia. Quantidade essa, suficiente para o equilíbrio das funções normais do corpo.

Foi a partir de alguns estudos que se verificou a ausência de oxigênio nos músculos exercitados durante a prática esportiva, treinamento de força e outros exercícios físicos. É sabido que a creatina auxilia na respiração celular e na ressíntese de atp (trifosfato de adenosina). Dessa forma, surge a creatina como suplemento alimentar quimicamente produzida.

Com o uso deste suplemento, foi-se criando várias discussões acerca dos benefícios e possíveis efeitos colaterais devido à retenção de líquidos nos tecidos celulares. Surge até o mito da creatina ser de uso anabolizante.

Nos dias de hoje esta substância ainda é mal vista por vários profissionais da saúde, porém alguns estudos recentes vêm quebrando preconceitos sobre seu uso em várias perspectivas de saúde bem como no tratamento do diabetes tipo 2 (as células têm dificuldade de absorção de glicose), onde a creatina ajudaria as células na absorção de glicose. E ainda, não foi apresentada nenhuma complicação nos pacientes, mesmo naqueles com alterações funcionais nos rins.

A creatina também promete atuar na reabilitação de pacientes com atrofias musculares provocadas por longos períodos de imobilizações, afirmam alguns fisiologistas. É bem verdade que esses estudos ainda estão sendo feitos, então não se pode fazer uso para tal finalidade sem a comprovação dos respectivos resultados. E mesmo que tais resultados sejam comprovados, será indispensável a orientação médica.

Mais um mito acerca da creatina é a de que no decorrer do uso da mesma os rins e o fígado ficariam sobrecarregados, mas até hoje não foi comprovado e sim desmentido por várias pesquisas, afirma Melvin William, pesquisador norte-americano.

A maior controvérsia da creatina é a de que se realmente aumenta a massa muscular ou não. Muitos falam do suposto aumento do músculo, já outros estudiosos afirmam não ter esse aumento. Mas na verdade não há, até agora, estudos concretos que confirmem esse resultado. Ainda há outros estudiosos que dizem que o aumento muscular acontece, mas devido ao inchaço do músculo e, não pelo crescimento do mesmo. Esse inchaço se dá por células musculares aumentarem a capacidade de absorção de água na presença da creatina.

Mas uma verdade que já foi testada e aprovada é a explosão de força muscular que esta substância provoca. Sendo mais usada por atletas de competições rápidas como, por exemplo, a natação, o halterofilismo, etc. Porém em pesquisas recentes foi comprovado que o uso da creatina não foi muito favorável para praticantes de exercícios de longa duração como as maratonas, por exemplo. Pois o efeito da mesma é de pouca duração, agindo apenas por alguns segundos.