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Recomendações nutricionais para crianças

Cada indivíduo possui necessidades diferentes quanto a nutrientes, entretanto, para facilitar a recomendação de alimentos e calorias, costuma-se agrupar segundo certas características como, por exemplo, a idade. Desta forma, pesquisadores analisaram o balanço metabólico para as crianças e, assim, puderam estabelecer níveis mínimos de ingestão de certos nutrientes durante a infância.

Não se pode esquecer, claro, que cada pessoa possui suas próprias necessidades e que crianças prematuras, que apresentam distúrbios metabólicos hereditários ou que consomem determinados medicamentos podem requerer medidas dietéticas especiais.

Dentre os diversos tipos de nutrientes, deve-se ter uma atenção especial quanto à água, vitaminas, minerais, proteínas, lipídeos e carboidratos.

Água

Hidratar o nosso corpo é muito importante e mais ainda no caso de crianças. Durante a fase de amamentação, as crianças não necessitam de água, nos demais casos, recomenda-se o consumo de 1,5 ml/kcal/dia.

Deve-se redobrar o cuidado quanto à hidratação caso a criança tenha casos de vômitos e diarreias, pois perde-se grandes quantidades de água desta forma.

Vitaminas

Durante a fase de amamentação, o leite materno pode ser suficiente, uma vez que apresenta todas as vitaminas necessárias para o desenvolvimento normal da criança (com exceção da vitamina D, que deve ser obtida por meio da exposição regular à luz solar ou por meio de medicamentos). Já no caso de crianças que não mamam ou não estão mais em fase de amamentação, deve-se cuidar da dieta da criança para garantir que a mesma está bem balanceada quanto às vitaminas mais importantes (A, C, D, E, K e todas do complexo B).

Mamães em fase de amamentação que apresentam dieta exclusivamente vegetariana devem se atentar ao fato de que seu leite pode apresentar deficiência em vitamina B12. Outro fato importante é a recomendação da Organização Mundial da Saúde quanto à administração injetável de 1mg de vitamina K à criança após o nascimento, tendo em vista o fato de que sua deficiência pode levar à doença hemorrágica do recém-nascido.

Minerais

Cada mineral possui seu papel em nosso organismo e não deve ser subestimado: o cálcio participa do desenvolvimento dos ossos e dentes, o flúor ajuda na prevenção de cáries dentárias e o ferro participa da estrutura da hemoglobina e sua deficiência leva à anemia, por exemplo.

Durante a fase de amamentação, o leite materno deve suprir as necessidades de minerais, entretanto um médico pode recomendar suplementos alimentares ou a introdução de alimentos enriquecidos em algum mineral ou vitamina como forma de suprir alguma deficiência.

Proteínas

Devido ao intenso crescimento durante a infância, os níveis de proteínas necessários são mais elevados, uma vez que estas desempenham importante papel na formação das células de nosso corpo.

Durante os primeiros seis meses de vida, o leite materno deveria ser suficiente, entretanto após os seis meses de lactação, recomenda-se a inserção de algum tipo de suplemento alimentar rico em proteínas na dieta da criança.

Lipídeos

O leite materno é rico em bom colesterol, um tipo de lipídeo essencial para o desenvolvimento da criança, entretanto para que isso seja satisfeito é necessário que o lactente consuma entre 3,8g e 6g de gordura por kcal. Caso o nível de gordura seja inferior, pode-se elevar o volume de leite a ser consumido a fim de suprir a deficiência.

Cuidados quanto ao consumo de certos alimentos

O consumo de certos alimentos deve ser bastante restrito nessa primeira fase da vida, uma vez que o organismo de uma criança ainda não está completamente preparado para proteger-se.

Consideremos o mel. O mesmo, usado como adoçante ou em xaropes por nós, não deve ser consumido por crianças menores de um ano de idade, pois o mel pode conter esporos de Clostridium botulinum produtores de toxinas que , apesar de não nos fazerem mal, quando ingeridos por um bebê podem levar ao botulismo, uma vez que seu organismo ainda não consegue se defender do mesmo.