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Estratégias de educação nutricional para crianças

Normalmente, as crianças apresentam a tendência a comer alimentos dos quais gostam e recusam alimentos que não gostam (ou pensam que não vão gostar se experimentarem). Então, o que será que leva as pessoas a comerem alguns alimentos e não outros? Os cientistas que estudam essas questões identificaram quatro principais influências sobre as escolhas alimentares. Neste artigo abordaremos as estratégias de educação nutricional para crianças.

Influência sobre as escolhas alimentares nas crianças

Os fatores biológicos constituem o ponto chave de uma interessante pesquisa que está trabalhando para saber se os alimentos que as mães consomem grávidas tem influência sobre os alimentos que as crianças consomem a medida que vão crescendo.

Cerca de 30 % da população é portadora de um gene que faz com que certos sabores e paladares, tenham um sabor amargo insuportável. Tentar fazer com que algumas crianças comecem a comer legumes-amargos geralmente os verdes, nesses casos é considerado um desafio, entretanto a sensibilidade à amargura tende a diminuir um pouco à medida que as pessoas envelhecem.

Analisando o contexto social

Uma experiência científica realizada com determinados alimentos em um contexto social, concluíram que enquanto as pessoas já nascem com certas preferências de gosto, escolher o que comer e como comer é um comportamento socialmente aprendido. As crianças tende a superar seus medos de consumir novos alimentos através de exposições repetidas na companhia de familiares ou de profissionais de apoio.

De modo geral, as crianças necessitam de 10 a 15 exposições a um alimento novo antes de achar que ele seja aceitável para elas comerem. As crianças mais velhas e os adultos, também podem aprender a gostar de novos alimentos ao longo do tempo, se tiverem a oportunidade de fazerem isso.

Os fatores pessoais incluem o conhecimento, as crenças, atitudes, habilidades, influência de parentes e conhecidos

Os fatores ambientais, tais como a disponibilidade, acessibilidade dos alimentos, os locais de alimentação e o ambiente social interferem nas práticas alimentares culturais que vem se desenvolvendo ao longo do tempo. Devido às muitas influências sobre as escolhas alimentares, não é surpreendente que os programas de educação nutricional destinados unicamente a aumentar o conhecimento dos indivíduos, nem sempre conseguiam auxiliar as crianças e os adultos a adotarem comportamentos mais saudáveis com a ingestão de nutrientes. Durante as práticas de educação alimentar todos os parâmetros que envolvem a alimentação devem ser levados em consideração para que as mesmas tenham êxito.

O foco em comportamentos específicos, como por exemplo, comprar legumes ao invés de industrializados, comprar alimentos que sejam fontes de vitaminas deveria ter uma participação ativa por parte dos envolvidos no processo, tendo em vista as motivações, necessidades, interesses, percepções e desejos do grupo específico.

Auto avaliação e feedback

Os especialistas devem estar preparados para enfrentar situações de mudanças nos níveis individuais e ambientais. As características adicionais de educação nutricional eficaz para crianças e adolescentes com base nas escolas incluem:

  •  Tempo suficiente e intensidade da intervenção para que a educação nutricional consiga efetuar a mudança de comportamento;
  •  Currículos coerentes e objetivos de profissionais capacitados;
  •  Envolvimento da família no processo de aprendizagem;

Desenvolvimento de profissionais que devem contar com o apoio de administradores escolares que proporcionem a formação de professores adequados para orientar a maneira como a educação nutricional possa fazer parte da educação nas escolas.

As motivações para as mudanças de comportamento relacionadas com a nutrição diferem em cada etapa da criança de acordo com seu desenvolvimento cognitivo. As escolhas alimentares da pré-escola, de jovens e crianças são motivadas pelas preferências alimentares.

A educação nutricional para estas crianças deve se concentrar em auxiliá-las a se familiarizarem com alimentos saudáveis, garantindo que isso ocorra não só na escola como também com os familiares que podem oferecer alimentos nutritivos para as crianças.

Os adolescentes podem encontrar motivação devido à influência de seus pares, sendo capazes de estabelecerem metas, através de um senso de autonomia e principalmente, pelo seu interesse em resultados na saúde.

A grande maioria dos programas de assistência de nutrição está incluindo cada vez mais esforços para promover a alimentação saudável e um estilo de vida mais ativo nas crianças e adolescentes.

Alguns órgãos governamentais de determinados países já oferecem orientação, recursos e financiamento para agências estaduais de administração de programas de qualidade para a educação nutricional.

Educação nutricional tem dois objetivos principais: enfatizar a relação entre nutrição, atividade física e saúde, especialmente para pós-parto, grávidas e mulheres amamentando, bebês e crianças com menos de cinco anos de idade, e para auxiliar as mulheres e crianças em risco nutricional, com o objetivo de melhorar o seu estado de saúde através de mudanças nos hábitos alimentares e a inclusão de atividades físicas.

Vale ressaltar que a promoção da amamentação é parte integrante deste programa e recebeu iniciativas, incluindo o desenvolvimento de aconselhamento e treinamento dos profissionais de assistência deste programa.

Por Salete Dias