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Alimentação para estimular a inteligência das crianças

Como deve ser a alimentação para estimular a inteligência das crianças? Bem, esta com certeza não é uma pergunta fácil e se fizermos uma rápida pesquisa (em livros, revistas ou na Internet) perceberemos que as informações são as mais diversas e, às vezes, até mesmo contraditórias!

Atendendo a pedidos de nossa querida leitora Danielly, o Nutrição em Foco efetuou uma pesquisa sobre o assunto e trazemos agora as principais práticas alimentares para o desenvolvimento intelectual das crianças. 😉

Muitos pais enfrentam diariamente a dificuldade de alimentar corretamente seus filhos: os lanches de baixo conteúdo nutricional e guloseimas são preferências nessa idade, em contrapartida as frutas e principalmente os legumes e verduras são alimentos que na maioria das vezes passam longe no gosto da criançada. E se pôr em prática uma alimentação mais saudável para a criançada já está difícil, imagina então quando se trata de uma alimentação focada em estimular a inteligência! Iremos apresentar aqui alguns hábitos alimentares que estimulam e aumentam a inteligência das crianças.

É importante lembrar que os carboidratos geralmente são os mais consumidos entre os pequenos, ele é conhecido por fornecer energia ao nosso corpo, no entanto faz-se necessário salientar a qualidade do carboidrato dando sempre preferência aos cereais integrais que fornecem fibras alimentares além de um elevado conteúdo nutricional. Os açúcares e doces são outros itens que devem ser mantidos em quantidades mínimas na dieta, assim como óleos e gorduras.

A refeição mais importante do dia é o café da manhã. A criança tem que estar bem alimentada para que possa obter energia para suas atividades diárias como estudar, brincar e praticar atividades físicas. Essa energia a criança irá obter nos carboidratos como pães, bolos, biscoitos (sem recheio) e cereais matinais, evitando sempre os excessos e o “tudo ao mesmo tempo agora”.  Os produtos lácteos e as frutas também devem estar presentes nas refeições ou lanches matinais. Muitas vezes a falta de animo e de concentração está diretamente associada à deficiência alimentar.
O almoço deve conter alimentos leves, pois mesmo que a criança não vá à escola no período da tarde ela precisará desempenhar atividades paralelas. O feijão e o arroz devem estar sempre presentes nesta refeição pois são alimentos que se completam, além disso, o arroz à grega, onde se adiciona ao arroz beterraba, cenoura, espinafre e passas, é uma excelente opção que torna a refeição mais colorida.
O peixe deve estar presente no mínimo duas vezes por semana na alimentação da criança: ele é fonte de ômega 3, ácido graxo essencial que influencia positivamente na saúde. Além disso, seu consumo frequente age no cérebro onde estudos realizados comprovam que seu consumo irá garantir um quociente de inteligência elevado.

A amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida da criança também promove um elevado desenvolvimento mental, o que comprova ainda mais a importância da amamentação para os bebês.

Já entre os mais crescidinhos, o desinteresse por verduras e legumes é muito comum. Isso geralmente acontece, porque as crianças tendem a seguir o gosto alimentar dos pais, se desde pequeno ela for acostumada a ver toda família comendo estes alimentos ela naturalmente irá despertar o interesse para fazer o mesmo. Além disso, é interessante incluir o filho no processo de preparação de uma salada ou de uma sopa de legumes, por exemplo.
As frutas, verduras e legumes irão ajudar a suprir as necessidades nutricionais de vitaminas e minerais que a criança necessita diariamente para elevar a sua capacidade intelectual. A falta de vitaminas e minerais poderá provocar desânimo, dificuldade de concentração e consequentemente uma menor absorção dos novos conceitos aprendidos. Dessa forma, faz-se necessário criar o hábito de comer frutas nos lanches diários das nossas crianças.

Geralmente a dieta da maioria das crianças é composta por biscoitos recheados, bebidas de alto conteúdo calórico, como os refrigerantes, guloseimas, salgadinhos e outros tantos lanches que contribuem para a o aumento da obesidade infantil e consequentemente para futuros adultos doentes e mal nutridos.

Um alto nível de inteligência e uma boa capacidade de aprendizagem não dependem somente de uma alimentação saudável. Um conjunto de fatores irá interagir para que isso possa ocorrer; o incentivo a leitura, a prática de exercícios físicos, o diálogo entre pais e filhos, uma estrutura familiar equilibrada e principalmente o acompanhamento intensivo do desenvolvimento da criança na escola, para que possíveis dificuldades e limitações venham ser detectadas e sanadas a tempo de não comprometer a vida escolar e o aprendizado da criança.

Referências bibliográficas

CLIC FILHOS, Alimentos Inteligentes

SANAVITA, Capacidade intelectual da criança e a boa alimentação