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Botulismo

Descrição

O botulismo trata-se de uma intoxicação alimentar que, apesar de rara, pode ser fatal, e é causado pelas toxinas produzidas pelo Clostridium botulinum, um bacilo anaeróbio, presente no solo e em alimentos contaminados ou mal conservados. Em sua forma clássica, a transmissão é feita por meio da ingestão de alimentos contaminados com a toxina botulínica. Já no caso do botulismo lactente, dá-se pela ingestão dos esporos botulínicos (ou seja, do próprio bacilo), que proliferam nas vias intestinais.

A doença pode passar por um período de incubação no corpo humano, período este  variável, podendo contar com algumas dezenas de horas a vários dias.

A toxina produzida pelo C. botulinum afeta as ligações sinápticas, presentes entre nossos neurônios, compremetendo assim o sistema nervoso e, devido à importância deste, pode levar à morte em pouco tempo, se não tratada!

O botulismo não é uma doença que afeta unicamente a seres humanos, podendo afetar a outros tipos de animais (os bovinos, por exemplo).

Formas de transmissão 

  • No caso do botulismo lactente, a administração de mel a crianças menores de um ano pode levar ao botulismo (o mel é um dos vários produtos agrícolas onde os esporos botulínicos podem estar presentes);
  • As conservas caseiras são muito mais suscetíveis à contaminação do que as conservas industrializadas, entretanto o risco não está descartado nessas;
  •  Por ser uma bactéria anaeróbia, ou seja, que só se desenvolve na ausência de oxigênio, alimentos embalados ou enlatados a vácuo são aqueles mais propícios a desenvolver tal contaminação.

Sintomas / Conseqüências

  • Debilidade, aversão à luz;
  •  Retenção da urina, vômitos, diarréia e/ou constipação (prisão de ventre);
  • Vertigem, visão turva, visão dupla (estrabismo), fotofobia, flacidez das pálpebras;
  • Rouquidão, afonia ou fonação lenta;
  • Boca seca e problemas na deglutição (disfagia);
  • Tremores, dificuldade de movimentos devido à paralisia ou flacidez muscular, principalmente na face, pescoço e membros;
  • Pneumonia por aspiração;
  • Dificuldades respiratórias ou cardiovasculares, que podem levar à morte por parada cárdio-respiratória.

Vale lembrar que o botulismo não leva o doente a ter febre!

Prevenção 

  •  Se algum caso de botulismo for identificado, deve-se notificar as autoridades de saúde a fim de que a causa possa ser investigada e o problema sanado;
  • Cuidados nas conservas caseiras;
  • As autoridades de saúde devem empregar esforços a fim de conscientizar a população sobre os riscos que os alimentos contaminados podem representar à saúde;
  • Não adquirir alimentos aparentemente mal conservados (tampas estufadas ou coloração diferente podem indicar a manifestação de fungos e bactérias) ou com prazo de validade vencido;
  • Alimentos contaminados devem ser bem fervidos antes de descartá-los, a fim de evitar a proliferação.

Tratamento

  •  Uso de soro antibotulínico, a fim de impedir que a toxina, que já se encontra no sangue, interfira no sistema nervoso;
  • Uma vez que não há remédios capazes de destruir a toxina (entretanto, nosso próprio sistema de defesa se encarrega disso), deve-se prezar pela manutenção das funções vitais e aguardar a recuperação do paciente, que será lenta e progressiva.

 Curiosidades

Apesar dos grandes males que a doença causa, a toxina, quando administrada em pequenas doses e de forma controlada, pode ser empregada no tratamento de estrabismo e de espasmos involuntários, principalmente da musculatura das pálpebras.

Ela vem sendo empregada também no tratamento da expressão facial a fim de remover rugas, uma vez que a toxina dificulta a contração muscular.