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Ácido Úrico Elevado

Normalmente quando os médicos pedem alguns exames para verificvar como vai a saúde da pessoa eles podem relacionar um em especial : Taxa de ácido úrico. O conhecimento do metabolismo dessa substância no organismo humano  é de extrema importância  para que as pessoas possam tratar das diversas enfermidades que estão associadas às alterações de seus níveis séricos.

Processo do Ácido Úrico no Corpo Humano

Por ação de uma  enzima através do metabolismo das proteínas  é produzido o ácido ácido, que é uma substância ácida porém fraca e na sua forma ionizada, chamada de Urato monossódico é encontrado no plasma sanguíneo , na sinóvia, que é um liquido de aspecto viscoso responsável pelo preenchimento das cavidades das articulações e no líquido fora das células no corpo humano. As proteínas estão presentes nos alimentos que são consumidas e também no organismo.

Através de um processo conhecido como degradação, as proteínas se transformam em xantinas que por sua vez, através da enzima xantina oxidase se transforma então no acido úrico. De acordo com especialistas, as dosagens do ácido úrico na urina e na corrente sanguínea do indivíduo nas últimas vinte e quatro horas são de extrema importância para que os profissionais da área médica possam fazer um diagnóstico preciso das alterações metabólicas que podem ocorrer.

Vale ressaltar que algumas medicações e substâncias podem aumentar os índices de ácido úrico, no resultado do exame, são eles: Ingestão de álcool, cafeína, diuréticos, vitamina C e medicamentos à base de fenotiazidas e teofilina. O nível do ácido úrico no plasma sanguíneo está relacionado ao equilíbrio  entre a absorção de uma substância e sua consequente excreção do organismo.

Alterações do Ácido Úrico no Sangue

Os especialistas denominam de Hiperuricemia quando há uma elevação das taxas de acido úrico no sangue e Hipouricemia quando há uma diminuição dessas taxas. Sendo que cada problema apresenta características próprias e diferentes, sendo que as principais são:

Hipouricemia

Para que a pessoa seja considera portadora de hipouricemia o acido úrico presente no plasma sanguíneo deve ser  inferior a uma taxa de 2,5mg%. Com diversas causas essa síndrome assintomática é muito pouco conhecida pela população em geral, e deve ser diagnosticada e tratada  para prevenir futuros problemas de saúde como a formação de cálculos que ocorre em virtude de perdas renais muito grandes de uratos (Sal do acido úrico pouco solúveis na água podendo se depositar nas articulações provocando doenças).

Os especialistas informam que a hipouricemia pode ser permanente ou primária e intermitente ou adquirida. A primária ocorre quando há perda muito grande através da urina da substância conhecida como xantina ou pela hereditariedade. A hipouricemia adquirida  se manifesta  quando o nível do ácido úrico esta muito baixo em virtude da grande eliminação que sofre pela urina, em consequência da utilização de substâncias conhecidas como uricosúricas, como exemplo estrógenos, aspirina em doses elevadas, entre outras que são responsáveis pela perda do ácido úrico através da micção.

Para tratar a hipouricemia o indivíduo  deve evitar as causas que resultam na queda do nível de ácido úrico no plasma sanguíneo.

Hiperuricemia

A hiperuricemia é o estado apresentando pela pessoa onde o nível de ácido úrico no plasma sanguíneo está acima de 7mg% nos indivíduos do sexo masculino e 6mg% em pessoas do sexo feminino. Também de caráter assintomático a hiperuricemia pode estar associada a outras enfermidades como por exemplo diabetes, hipertiroidismo, acidose metabólica, leucemia, policitemia, entre outras. A hiperuricemia também pode ocorrer em decorrência do exagero de exercícios ou um consumo exagerado de proteínas, além da diminuição da excreção por parte dos rins e intestino do ácido úrico.

A hiperuricemia pode ser classificada em  primária e secundária. Na primária o ácido úrico está elevado na corrente sanguínea independente dos fármacos que possam alterar a excreção dos uratos ou enfermidades que sejam preexistentes no indivíduo afetado. Já na secundária o aumento do ácido úrico é devido as medicações ingeridas pela pessoa, doenças já existentes ou dieta alimentar que provoque uma alteração na produção e eliminação do acido úrico.

O tratamento da hiperuricemia deve se baseado na administração de medicações adequadas ao problema , além de se eliminar alguns fatores que pode predispor a pessoa à doença como por exemplo, uso de bebidas alcoólicas em excesso, algumas medicações e dietas não apropriadas. Para que o tratamento seja efetivo é de extrema importância a manutenção da taxa do ácido úrico abaixo do nível considerado normal por um período de pelo menos seis meses para que possam ser evitadas complicações mais graves.

Outro ponto fundamental na terapêutica contra a hiperuricemia é a alimentação. Para que o tratamento surta o efeito desejado os pacientes portadores desse problema devem evitar: Frutos do mar, carnes, peixes e certos grãos como grão de bico, feijão, lentilha , ervilha que são ricos em proteínas.

Vale ressaltar que cabe ao médico diagnosticar e prescrever a medicação correta, e ao nutricionista orientar a dieta adequada.

Por Salete Dias