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Consumo alimentar e risco de fraturas

Os especialistas na área de saúde informam que para manter os ossos do corpo fortes e saudáveis, sem o risco de ocorrer fraturas é necessário que haja por parte das pessoas um consumo alimentar adequado com alimentos ricos principalmente em vitaminas  e minerais, que estejam intimamente relacionados com a boa manutenção do sistema esquelético dos seres humanos.

Consequências das fraturas nos seres humanos

Os profissionais especializados na área de ortopedia informam que a fratura de um osso é algo muito sério, e que merece atenção e cuidados médicos imediatos. Segundo eles, as fraturas  se não forem tratadas de maneira adequada podem levar à pessoa a uma dificuldade ou em casos mais graves à uma incapacidade de locomoção, diminuindo com isso uma qualidade de vida  aceitável dentro dos padrões de normalidade. De acordo com alguns profissionais de saúde, várias medidas preventivas podem ser realizadas para reduzir a intensidade deste problema.

Por exemplo, já é possível  fazer a identificação de indivíduos que sejam portadores de um baixa densidade mineral óssea mais conhecida pela sigla DMO e tratar estes pacientes com estratégias de saúde adequadas ao problema apresentado. No entanto, depois da realização de algumas pesquisas cientificas foi verificado que algumas pessoas que apresentavam pequenas fraturas, não tinham na verdade nenhum indício de baixa densidade mineral óssea.

Em virtude desse fato, os pesquisadores concluíram então, que outros fatores, como a alimentação, por exemplo, poderia estar relacionada com a diminuição do  risco do paciente vir a apresentar fratura óssea. A partir daí conduziram estudos científicos e chegaram  a conclusão que o consumo de alimentos ricos no mineral cálcio e na vitamina D contribuem de maneira significativa para a manutenção de ossos mais resistentes, evitando fraturas e melhorando a qualidade de vida dos indivíduos que adotaram uma nutrição à base destes nutrientes.

Grupo etário onde há maior incidência de fraturas

Depois de vários estudos científicos conduzidos por especialistas neste tema, foram apontados dois grupos de pessoas que poderiam apresentar com maior  intensidade o problema de fraturas ósseas. No primeiro deles podem ser incluídas pessoas na faixa etária de mais de cinquenta anos, e no segundo grupo estão os adolescentes logo no inicio da puberdade.

Apesar de grupos tão díspares os pesquisadores concluíram que  as pessoas do sexo feminino que estavam entrando na fase da menopausa apresentavam maiores  riscos de adquirirem uma fratura óssea, bem como os adolescentes onde o tecido esquelético é o que apresenta maior crescimento, com um desenvolvimento muscular bem acelerado, necessitando deste modo, em ambos os grupos  de uma nutrição realizada com alimentos ricos em cálcio e vitamina D. Alimentos como frutas, vegetais, grãos integrais podem reduzir o risco do surgimento de pequenas fraturas, em especial em mulheres que estão passando pela fase do climatério.

Atuação do cálcio e da vitamina D no organismo

O mineral cálcio e a vitamina D são nutrientes que exercem um papel fundamental na prevenção do risco do indivíduo vir a contrair uma fratura óssea. Os pesquisadores são unânimes em afirmar que a ingestão de cálcio é de extrema importância para a formação da estrutura óssea no corpo humano bem como sua manutenção, além de promover a mineralização dos ossos. O cálcio também participa de vários processos importantes no organismo humano, como por exemplo:

  • Garante um bom transporte pelas membranas
  • Atua na excitabilidade neurológica e muscular;
  • Participa de processos secretórios;
  • Auxilia também na liberação hormonal dos neurotransmissores, e das reações das enzimas presentes no corpo;
  • Age em conjunto com vários hormônios nas ações intracelulares;
  • Além de desempenhar também um papel importante na coagulação sanguínea.

Por isso, a conclusão que os pesquisadores chegaram é de que quando o indivíduo possui um comportamento alimentar baseado no consumo de alimentos ricos em cálcio, principalmente na fase de seu crescimento, quando ainda é criança tende a se tornar um adulto com ossos mais forte e saudáveis, e consequentemente com um risco bem reduzido de apresentar fraturas. Com o avanço da idade nos seres humanos, há uma gradual regressão da massa óssea, principalmente em indivíduos na faixa etária a partir dos cinquenta anos e nas mulheres que estão entrando no período da menopausa, aumentando com isso o risco de doenças relacionados com  essa perda óssea como por exemplo, a osteoporose e a osteopenia. Por isso, a reposição de cálcio é fundamental nesta etapa da vida das pessoas do sexo feminino.

Além do cálcio, a vitamina D também exerce um papel fundamental para o desenvolvimento do  sistema esquelético, pois ela tem  a propriedade de controlar a absorção de cálcio pelo intestino e seu armazenamento no esqueleto dos seres humanos, promovendo dessa forma a mineralização dos ossos. A vitamina D pode ser encontrada em alimentos  como ovos, fígado, peixes, entre outros.

Por Salete Dias