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Como identificar os alimentos transgênicos

Muitos consumidores não sabem identificar quando os alimentos são transgênicos, pois alguns ainda não possuem rótulos que informem que foram geneticamente modificados. Algumas pessoas podem não ficar preocupadas com esse tipo de alimentação, mas para aqueles que estão interessados em saber, nesse artigo será discutido como identificar os alimentos transgênicos.

Alguns códigos utilizados para identificar alimentos transgênicos em alguns países

Em alguns países para as frutas cultivadas convencionalmente, ou seja, cultivadas com insumos químicos, o código de PLU na etiqueta consiste em quatro números. Frutos cultivados organicamente tem um número de cinco PLU precedidos pelo número 9.

As frutas geneticamente modificadas têm um número de cinco PLU precedido pelo número 8. Exemplo: Uma banana cultivada convencionalmente seria 4011. Uma banana cultivada organicamente seria 94.011. Uma banana geneticamente modificada seria 84.011.

Como identificar alimentos transgênicos

Os alimentos transgênicos são seguros ou prejudiciais à saúde dos seres humanos? A maioria dos alimentos que as pessoas ingerem podem conter ingredientes derivados de organismos geneticamente modificados, desde uma fórmula de alimentação infantil até alimentos derivados de laticínios, até mesmo a carne bovina.

Se a pessoa mora na Europa, evitar alimentos transgênicos é mais fácil, pois as leis exigem que eles sejam rotulados. No entanto, nos EUA e Canadá os fabricantes de alimentos não são obrigados a rotular seus produtos, para informar ao consumidor se o seu alimento é transgênico ou não. Por isso, aqui estão algumas diretrizes para orientar de maneira clara quais os alimentos transgênicos em sua dieta, desse modo a escolha será dos indivíduos.

Alguns produtos (e seus derivados) que são mais susceptíveis de serem geneticamente modificados:

Soja – Gene tirado de bactérias (Agrobacterium sp cepa CP4) e inserido na soja para torná-las mais resistentes a herbicidas.

Milho – Há duas principais variedades de milho transgênico. Um tem um gene da bactéria do solo inserido para produzir a toxina Bt, que envenena pragas como traças. Existem também vários que são resistentes aos diversos herbicidas. Apresentado em xarope de milho com alto teor de frutose e de glicose, que é prevalente em uma grande variedade em diversos países.

Canola – Gene acrescentado ou transferido para fazer uma cultura mais resistente aos herbicidas.

Beterraba – Gene acrescentado ou transferido para fazer uma cultura mais resistente aos herbicidas.

Arroz – Geneticamente modificado para resistir aos herbicidas; não está disponível para consumo humano, mas há traços de uma variedade de fibra geneticamente modificada longa (LL601) que pode ter entrado no abastecimento de alimentos nos EUA e Europa.

Mais recentemente, o arroz dourado, com uma cepa diferente de arroz convencional foi projetado para produzir níveis significativamente mais elevados de betacaroteno, que o corpo humano usa para produzir a vitamina A. O arroz ouro ainda está em fase de testes para determinar se ele é seguro para o consumo humano.

Algodão – Modificado para produzir a toxina Bt. As sementes são prensadas em óleo de semente de algodão, que é um ingrediente comum em óleo vegetal e margarina.

Laticínios – As vacas são injetadas com hormônio rBGH / rBST; alimentadas possivelmente com grãos geneticamente modificados e feno.

Aspartame- É um perigoso adoçante artificial normalmente encontrado em goma de mascar e bebida “diet”. Um bloco de construção de aspartame, o aminoácido fenilalanina, é geralmente fabricado com a ajuda de bactérias geneticamente modificadas de Escherichia coli.

Este processo vem sendo utilizado industrialmente nos EUA por muitos anos.Os governos dos EUA e do Canadá não permitem que os fabricantes rotulem seus produtos como 100% orgânicos se o alimento foi geneticamente modificado.

No entanto, a pessoa pode achar que o alimento orgânico é mais caro e diferente na aparência dos produtos convencionais. Além disso, só porque algo diz orgânico sobre ele, não significa que ele não é transgênico. Na verdade, ele ainda pode conter até 30% de genes modificados. Isto se aplica aos ovos, que são rotulados como livres ou naturais, mas não são necessariamente livres de modificações genéticas.

Orientações gerais

Se a pessoa tem um pedaço de terra, tempo e recursos, ela pode cultivar seu próprio alimento. Contanto que ela tenha certeza que não está comprando sementes geneticamente modificadas e que não está cultivando perto de plantas geneticamente modificadas, pois poderia haver uma polinização cruzada.

A pessoa deve ter certeza de que o alimento que vem da sua plantação não é geneticamente modificado. Nos restaurantes é recomendável pedir, se for o caso, alimentos que não sejam transgênicos. Porém é muito difícil os garçons e o pessoal da cozinha saberem exatamente o que a pessoa deseja, pois não são treinados a diferenciarem alimentos transgênicos dos que não são.

Os produtores que não rotulam seus alimentos como livres de transgênicos não estão fazendo nenhuma alegação de saúde sobre o seu produto. Portanto o consumidor deve ter muito cuidado ao escolher seu alimento e se possível, procurar junto a quem o cultivou, se houve modificação de genes.

Por Salete Dias

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